O conforto térmico no ambiente de trabalho é um fator essencial para a saúde e segurança dos trabalhadores, especialmente em áreas de risco, como mineração e indústrias com ambientes subterrâneos ou quentes. De acordo com Wu et al. (2021), o conforto térmico é regulado pelo sistema nervoso autônomo, com diferentes respostas fisiológicas a ambientes quentes e frios. Ambientes quentes, por exemplo, ativam o sistema nervoso simpático, promovendo a sudorese e vasodilatação para dissipar o calor. No entanto, a exposição prolongada a essas condições pode colocar em risco a saúde dos trabalhadores, resultando em problemas como desidratação e estresse térmico.
Na mineração, em particular, a alta temperatura e umidade são fatores críticos para o desconforto térmico. O calor excessivo, combinado com a atividade física intensa e o uso de vestimentas inadequadas, pode levar a sérios problemas de saúde, como síncope e colapso cardiovascular, como destacado por Abellán-Aynés et al. (2021). A variabilidade da frequência cardíaca (VFC) tem sido identificada como um indicador crucial para monitorar o impacto do estresse térmico na saúde dos trabalhadores. A alteração na VFC reflete mudanças no equilíbrio entre os sistemas simpático e parassimpático, oferecendo um meio eficaz de avaliar o estresse térmico em tempo real.
Yang et al. (2022) também apontam que a alta umidade, comum em ambientes subterrâneos, exacerba o desconforto térmico, dificultando a dissipação do calor pelo corpo. Em ambientes com alta umidade, como câmaras subterrâneas, o risco de doenças causadas pelo calor aumenta significativamente, com sintomas agudos de saúde observados quando a umidade relativa ultrapassa 70%.
A falta de monitoramento adequado pode levar a sérios riscos à saúde, como insolação e outras doenças causadas pelo calor, que se tornam fatais se não tratadas rapidamente, conforme aponta Fujiwara et al. (2023). Em ambientes quentes, a temperatura corporal central pode atingir níveis perigosos rapidamente, aumentando a chance de complicações severas se não houver intervenções imediatas.
Diante deste cenário, a solução Dersalis oferece uma abordagem inovadora para monitoramento, permitindo a avaliação contínua do estresse térmico e a resposta fisiológica dos trabalhadores. A plataforma pode mensurar variáveis cruciais como a frequência cardíaca, temperatura corporal e a variabilidade da frequência cardíaca e a movimentação (a depender do equipamento), proporcionando uma visão detalhada sobre os impactos do estresse térmico. Com essa tecnologia, é possível não só identificar condições de risco com antecedência, mas também intervir de forma eficaz para garantir a segurança e o bem-estar dos colaboradores.
Visualização do incidente em detalhe na Plataforma Dersalis.
Aplicações Práticas do Monitoramento do Estresse Térmico
Uso de índices térmicos (WBGT, PHS, PMV/PPD) para avaliar o risco de estresse térmico, com limitações para atividades de alta intensidade.
• Monitoramento da variabilidade da frequência cardíaca (VFC) para identificar os impactos da temperatura no sistema nervoso autônomo.
• Correlação entre fadiga térmica e variabilidade da FC, permitindo ações preventivas antes que o trabalhador entre em colapso térmico.
• Análise de padrões individuais e grupais para melhorar a gestão da exposição térmica e reduzir riscos à saúde. • Adoção de tecnologias wearables para detectar sinais precoces de estresse térmico e enviar alertas em tempo real.
• Melhoria das condições de trabalho por meio da adequação da ventilação, períodos de descanso e protocolos de hidratação baseados em dados.
• A gestão do estresse térmico deve ser baseada em dados fisiológicos e ambientais. A Dersalis oferece uma solução que permite mensurar esses impactos e atuar preventivamente, protegendo a saúde e a segurança dos trabalhadores.
A gestão do estresse térmico deve ser baseada em dados fisiológicos e ambientais. A Dersalis oferece uma solução que permite mensurar esses impactos e atuar preventivamente, protegendo a saúde e a segurança dos trabalhadores
Referências
Abellán-Aynés, O., Manonelles, P., & Alacid, F. (2021). Retirada Parassimpática Cardíaca e Atividade Simpática: Efeito da Exposição ao Calor na Variabilidade da Frequência Cardíaca. International Journal of Environmental Research and Public Health , 18 (11), 5934. https://doi.org/10.3390/ijerph18115934
Fujiwara, K., Ota, K., Saeda, S., Yamakawa, T., Kubo, T., Yamamoto, A., Maruno, Y., & Kano, M. (2024). Heat illness detection with heart rate variability analysis and anomaly detection algorithm. Biomedical Signal Processing and Control, 87(Part A), 105520. https://doi.org/10.1016/j.bspc.2023.105520
Wu, G., Liu, H., Wu, S., Liu, G., & Liang, C. (2021). A variabilidade da frequência cardíaca (VFC) pode ser usada como um biomarcador de conforto térmico para trabalhadores de minas? International Journal of Environmental Research and Public Health , 18 (14), 7615. https://doi.org/10.3390/ijerph18147615
Yang, B., Yao, H., Yang, P., Guo, Y., Wang, F., Yang, C., Li, A., & Che, L. (2022). Effects of thermal and acoustic environments on workers’ psychological and physiological stress in deep underground spaces. Building and Environment, 212, 108830. https://doi.org/10.1016/j.buildenv.2022.108830

